domingo, 11 de maio de 2014

Capitulo 2

                                                          “Porque eu sou louca, querido
                                                                            Eu preciso que você venha aqui e me salve.”

- Quem você acha que eu sou garota? Ninguém nunca ira gostar de você! Muito menos eu. – ele disse gritando e logo depois riu debochado. – por que você ainda está aqui?  Ah, fala sério... Deixa de drama! Para de chorar garota. – quando ele disse isso percebe que eu estava chorando. Como meu príncipe se tornou isso? Um monstro! Ele se tornou um monstro! Ele pegou meus pulsos e os apertou e os levantou. Eu comecei a chorar mais forte. – DROGA!  Garota abre a boca diz algo!
- Você é um monstro! - Gritei chorando. – Eu te amei tanto! Como nunca amei ninguém e você só me usou! Só quis meu dinheiro? Nunca me amou? É isso? Tudo foi uma mentira? Vai embora, me deixar aqui sem explicação alguma além de um “te odeio”?
- Você é tão patética Sabrina! Claro que eu te amei! Mais o problema é que eu te amei DEMAIS! Noite e dia era só “Sabrina”. Mais em um belo dia, eu decidi pular o “conto de fadas” para o final irreversível, que seria o adeus. Você mentiu para mim Sabrina. Que feio! Você vai viajar também e nem me contou. Você me TRAIU e NUNCA me contou! – O quê? Como ele... Ele apertou meus pulsos mais forte e eu gritei, eu me corto dês de 14 anos e ontem eu me cortei de novo e agora ele está apertando os cortes.
- Você está me machucando... – disse arfanfando.
- Não mais do que você me machucou. – ele afrouxou os meus pulsos e foi embora. Foi-se para sempre da minha vida.


Abri meus olhos e suspirei aliviada. Foi um sonho. Não. Aconteceu, só que no passado. Me levantei e me olhei no espelho. (Ri seco.) eu estou uma droga! Suada, Descabelada , destruída e devastada... Dei um murro no espelho e os cacos cortaram minha mão. Comecei a chorar, não, não pelos cortes e sim por meu estado. Eu pareço uma louca. Mais eu não sou certo? Nem eu sei, mas.

Fui até o chuveiro e o deixei aberto enchendo a banheira. Louca, inútil, burra, patética, ridícula, gorda, feia... Era isso que minha menti gritava no momento e isso resultou em um, dois, três, quatro, CINCO cortes. Fui à prateleira e peguei um pote de soníferos.

Me olhei uma ultima vez no espelho e sussurrei para mim mesma: “bye, bye durma bem minha pequena bela adormecida.” E engoli as pílulas. Corri para a banheira e a ultima coisa de que me lembro de e de ter me deitado na banheira e desligado o chuveiro.
                                                ****
- Ela está bem?
- Não sei. Cheguei agora.
- Rapazes, por favor, deem licença, que eu preciso ver como ela está.
- Okay, espere só um minuto. - ouvi alguns passos em minha direção e logo senti uma mão em minha bochecha e um beijo em seguida na minha testa. Um perfume amadeirado invadiu meus pulmões. Mais logo ele se foi.

                                             ****

Abri meus olhos e... Eu acho que eu morri porque estou vendo tudo branco. Ah, não! Droga eu estou em um hospital! Fodeu tudo amiga. Agora meu pai vai saber e o Scott também.
- Ola, querida está tudo bem com você? – que pergunta irônica, dude.
- Depende.
- Humm, de quê? – perguntou confusa.
- Por favor, diz que meu pai não está aqui. – supliquei.
- Seu pai não está aqui querida. – ela tá de zoa né?!
- Tá de brincadeira comigo? – a encarei.
- Não, ele não está mesmo aqui. Ninguém tem o número dele.
- Então quem me trouxe? – indaguei curiosa.
- Um rapaz, ele estava aqui até alguns minutos atrás, mais teve que ir embora. – WFT? Um rapaz? Mais quem?
- Ele não disse o nome? – Indaguei confusa.
- Infelizmente, não. Mais era bem bonito. – disse suspirando. Idiota, invés de tá reparando isso devia ter perguntado o nome dele.
                                                  ***
Everything about you
is how I’d wanna be,
You freedom comes naturally…

Ao chegar em casa , logo após pagar o taxi (com o dinheiro que alguém deixou embaixo do meu travesseiro.) , abri a porta e entrei. As luzes estavam apagadas e a casa em silêncio. Subi correndo as escadas e entrei no meu quarto.

Everything about you
resonates happiness,
Now I won’t settle for less…

Logo me despi e vesti um baby dool.
Abri a gaveta do meu criado – mudo e peguei um maço de cigarro.
Não demorou muito e La estava eu na janela do meu quarto fumando.

Give me all the peace
And  joy in your mind….

Fiz um impulso e subi na janela. Me sentei e encostei minhas costas na lateral da janela, peguei o cigarro e o traguei.

Everything about you
Pains my envying,
Your soul  can’t hate anything….

Fechei meus olhos e permite-me chorar.
Pela a ultima vez.





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